
“É sempre a morte que refresca a memória”
Não sou fã de Oficina G3, gostava mais na época em que o PG era o vocalista. Mas há um CD em especial, este com certeza tem seu lugar no meu MP3, o “Além do que meus olhos podem ver”, depois da saída do PG, com o Juninho Afram nos vocais. A letra de “A Lição” traz a frase que abre esta postagem.
Fiquei triste com o falecimento de Amy Winehouse, achava a moça uma excelente cantora, me abstive de qualquer tipo de manifestação, mas mesmo assim, algumas pessoas por saberem que eu gosto, me interrogaram a respeito deste assunto. A todos respondi da mesma maneira. Uma pena, afinal, ela era bem jovem ainda, uma alma que foi ceifada cedo. Triste!
Mas o motivo deste post, não é fazer nenhum tipo de homenagem póstuma ou coisa do tipo. Mesmo por que isto atrairia a ira dos “religiosos” de plantão, que vivem à margem da hipocrisia, afirmando que não se pode gostar de nada que não seja intitulado gospel e blá, blá, blá... viva como se fosse um personagem... anulando o fato de que todo talento vem de Deus (TG 1,7).
O motivo aqui é indagar o porque que “é sempre a morte que refresca a memória”?
A venda de CDs aumentou, o facebook está empesteado de gente postando tradução de “Rehab”, “Back to Black”, #TT no twitter e etc... Será que o choque da morte é que nos faz lembrar de alguém que gostamos (seja ela da mídia ou não?).
No nosso cotidiano, será que é preciso que uma pessoa morra para que lembremos que deveríamos ter dado um telefonema perguntando se estava tudo bem, que deveríamos ter evangelizado enquanto estava próximo ou coisa do tipo?
Uma lição podemos tirar até mesmo da morte, devemos amar as pessoas em vida! Acho que é por isso que Salomão deixou um versículo tão intrigante e introspectivo em seus textos:
“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.” (EC 7:2)
Abraço a todos.
Por Henrique Damasceno.






